Os números ruins da agropecuária cearense, divulgados pelo Instituto de Pesquisas e Estratégias Econômicas do Ceará (Ipece), refletem os efeitos, tanto da crise econômica que o país atravessa, quanto dos quatro anos de estiagem enfrentados pelos produtores rurais. O diretor geral do instituto, Flávio Ataliba, explica quais os produtos que mais contribuíram para a queda de 23,5% no Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária cearense. “Os principais setores estão relacionados ao feijão, arroz, milho. Como a base de produção é muito baixa no estado, qualquer flutuação na precipitação pluviométrica tem efeito importante”.
Os dados são referentes ao segundo trimestre deste ano. Em 2014, o mesmo índice teve um aumento de 1,8%. Flávio Ataliba ressalta que as informações colhidas pelo Ipece revelam que essa retração não pode ser vista como um grande problema, mas como um sinal de alerta, diante do momento pelo qual a economia brasileira passa.
“A gente não pode estender um resultado desse para consequências maiores, como ponto de vista do que está acontecendo com a economia no estado no ano todo. Precisa ter mais sequência de informações para identificar se essa mudança tem efeito de mudar de forma estrutural alguma trajetória da economia”, afirma.
O relatório do Ipece é baseado numa comparação com o mesmo período do ano anterior. Critério que, para a Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), causa preocupação. Para o presidente da entidade, Flávio Saboya, a comparação de um ano de estiagem com outro ano, onde a seca foi ainda mais severa, compromete o resultado.
Ainda de acordo com dados do Ipece, o Ceará estava há mais de 40 trimestres em crescimento. A retração na economia cearense no segundo trimestre de 2015 foi de 5,32%.
Fonte: Tribuna do Ceará







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