Em um intervalo de apenas 24 horas, a crise política e econômica que o país enfrenta agravou-se ainda mais. A base parlamentar do governo derrete com a fuga de aliados e pesquisa de opinião registra novo recorde de impopularidade da presidente Dilma Rousseff (PT).
Sob comando de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a Câmara criou a CPI do BNDES e aprovou, em primeiro turno, o reajuste dos vencimentos de parte do funcionalismo público, com impacto estimado em R$ 2,4 bilhões nas contas do governo. E, antes que o dia terminasse, o programa do PT na televisão foi alvo de “panelaço” e “buzinaço”.
Segundo o Datafolha, Dilma é a presidente com o maior índice de rejeição desde a redemocratização. De acordo com números do instituto divulgados ontem, apenas 8% dos entrevistados consideram o seu governo bom ou ótimo. Para 71%, ele é ruim ou péssimo. Para os outros 20%, é regular.
Também ontem, o presidente da Câmara julgou as contas de ex-presidentes a fim de abrir espaço para que os deputados avaliem as de Dilma.
Para o cientista político Rogério Baptistini, professor da Universidade Mackenzie (SP), o cenário é “o pior possível”, com a presidente assistindo a uma rápida corrosão do seu apoio. Conforme o pesquisador, a ausência de lideranças que possam ajudar o país a sair da crise é desalentadora. “O quadro dos próximos dias não é animador”, projeta.
fonte sobral em revista







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