Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (8), pelo jornalista Érico Firmo:
“Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou”, disse a presidente Dilma Rousseff (PT), em 7 de julho. Um mês depois, ela voltou a afirmar, ontem, que não deixará o cargo. A necessidade de ter de afirmar que continuará a cumprir seu mandato só existe porque pairam dúvidas sobre a permanência. Ter de dizer isso duas vezes no intervalo de 31 dias é sintomático do quão grave e difícil é sua situação. Na entrevista publicada pela Folha de S.Paulo no referido 7 de julho, Dilma dizia que sua permanência no cargo “é moleza”. Isso, definitivamente, não é.
A situação de fragilidade do governo é dramática para a presidente e para o País. Ela precisa reorganizar a base de apoio, recuperar condições políticas de governar – tem sofrido derrota atrás de outra na Câmara. Necessita reorganizar a administração, obter resultados. Precisa superar a periclitante situação econômica e recuperar apoio popular. Não é pouco trabalho e o governo não parece saber por onde começar a executar nada disso. Do jeito que está, a presidente não se sustenta por mais três anos e meio.
Porém, na fala de um mês atrás, Dilma também já indicava sua disposição para resistir. “As pessoas caem quando estão dispostas a cair. Não estou. Não tem base para eu cair. E venha tentar, venha tentar. Se tem uma coisa que eu não tenho medo é disso”. E completava: “Não conte que eu vou ficar nervosa, com medo. Não me aterrorizam”. Precisará mesmo dessa fibra para se segurar. O cenário não é nada fácil.







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