terça-feira, 21 de julho de 2015

Situação de Dilma é pior do que a de Collor antes do impeachment

Lembro-me, pouco tempo depois de ter atingido a maioridade penal, de uma antiga propaganda de desodorante que fez muito sucesso e que mostrava uma mulher bonita caminhando com indisfarçável arrogância em meio a outras que pareciam estar condenadas ao anonimato.
O interessante da propaganda é que a protagonista era a única que estava vestida com cores vibrantes. O cérebro criativo do publicitário, imagino, quis passar a mensagem de que usar aquele produto fazia uma "sensível diferença", a ponto de emprestar cores à sua vidinha sem graça.
O governo vem pregando que a política é uma coisa só, um universo composto de cinquenta tons de cinza, mas sempre cinza. Apenas Dilma manteria um colorido vivo. Em recente entrevista para um grande jornal do país, com um certo desdém a presidente declarou que a campanha do candidato derrotado no segundo turno das últimas eleições igualmente se beneficiou de doações de grandes empreiteiras investigadas na operação Lava Jato.
Por isso, no entender de Dilma Rousseff, estariam todos metidos num mesmo barco. Sim, naquele barco difícil de manobrar da entrevista do Jô, já que parece claro que a intenção de Dilma vem sendo colocar Aécio ao seu lado na cabine de comando de um superpetroleiro que está prestes a afundar.

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