As chamadas cédulas da segunda família do real começaram a circular em 2010. As novas notas lançadas pelo Banco Central (BC) vieram com a proposta de impor mais obstáculos à falsificação. Entretanto, o que se observa atualmente é que a tentativa da instituição financeira não surtiu o efeito ideal. O BC apreendeu um total de 3.702 cédulas falsificadas nos primeiros seis meses deste ano no Ceará, quantidade correspondente a um montante de R$ 272,2 mil. Se pensarmos em termos proporcionais, o número de notas registrado de janeiro a junho deste ano é um pouco menor do que a quantidade referente a um semestre de 2014 (4.384,5). Em todo o ano passado, foram 8.769 cédulas recolhidas pela instituição financeira no Estado, o que corresponde a R$ 589,2 mil. Contudo, no comparativo entre 2012 e 2014, houve um crescimento de 71,06% no número de notas falsas apreendidas. Em 2012, foram recolhidas 5.126 cédulas, e em 2013, 7.452.
Principal alvo - O principal alvo dos falsificadores no Ceará até agora, neste ano, foram as cédulas R$ 100 da segunda família. A instituição financeira conseguiu recolher 1.497 cópias dessas nota falsificadas nos seis primeiros meses de 2015 no Estado. Em segundo lugar no ranking das apreensões do BC estiveram as notas de R$ 100 da primeira família do real. As antigas cédulas, anteriores às lançadas em 2010, tiveram 665 edições falsificadas apreendidas pelo banco no período.
As notas falsas de R$ 50 da segunda família do real ocuparam o terceiro lugar dentre as mais recolhidas pelo BC, com 633 unidades. As falsificações de cédulas de R$ 20 da segunda família também tiveram quantidade bastante expressiva. Foram 530 cópias apreendidas pelo BC nos primeiros seis meses deste ano no Ceará. Em todo o Brasil, o BC recolheu 201.346 notas falsas de janeiro a junho deste ano, o que representa R$ 13,9 milhões em dinheiro falso. No ano passado, foram 504.295 cédulas falsificadas apreendidas, o equivalente a um montante de R$ 32,9 milhões, de acordo com a instituição financeira.
Recuo - O número de notas recolhidas pela instituição, em 2014, representa um recuo em relação à quantidade registrada em 2013 (545.221), mas houve crescimento nos três anos anteriores. Em 2010, foram 432.947 notas apreendidas. Em 2011, o BC recolheu 433.390 cédulas e, em 2012, foram 516.770. O BC ressaltou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a falsificação de notas é um problema que acontece não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. A instituição financeira também disse que, apesar de ter lançado a partir de 2010 as notas da segunda família do real, que procuraram impor mais dificuldades aos falsificadores, também houve uma evolução dos mecanismos responsáveis por burlar essa tecnologia.
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